quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Cadeira de Prata por C.S. Lewis

A CADEIRA DE PRATA
de C.S. Lewis
208 páginas            Editora Arqueiro
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"Como se chega até lá?", perguntou Jill, tentando encontrar um jeito qualquer de fugir daquela escola horrível. "Do único modo possível", sussurrou Eustáquio, "por magia". Então deram-se as mãos e, concentrando toda a sua força de vontade para que algo acontecesse, viram-se de repente à beira de um alto precipício, muito acima das nuvens, na terra encantada de Nárnia. Assustada e confusa, Jill fica horrorizada ao ver Eustáquio perder o equilíbrio e cair. Imediatamente, porém, ela sente ao seu lado uma presença calorosa. Era o Leão.

C.S. Lewis criou A Cadeira de Prata como o sexto livro na ordem cronológica. De todos os contos, este provavelmente é o mais calmo - acho que grande razão disso é pela falta de qualquer um dos quatro irmãos Pevensie faz. Sem algum deles, não temos tantas batalhas e discórdias presentes. Mas Lewis é Lewis, e consegue encantar da mesma forma. Em A Cadeira de Pedra ele continua com seu estilo de narração bem detalhada que acaba não se tornando algo entediante ou irritante, o autor consegue sempre nos deixar a par do que todos os personagens estão fazendo e o que estão sentindo. Decidi reler este conto porque era o que eu menos me recordava, mas, assim que fui lendo, toda a história veio formulada na minha mente.

Neste sexto livro, os sortudos que vão para a fantástica terra de Nárnia são Eustáquio e Jill. Ambos ganham uma importante missão dada pelo próprio Aslam - que mais uma vez inspira uma bondade enorme e se torna a personificação da razão e do que é certo. C.S. Lewis foca mais na narrativa de Jill, deixando Eustáquio um pouco por fora, mas nunca deixando-o como um personagem apagado. O autor como sempre nunca deixa de ressaltar as belezas do país de Nárnia e a força e magia que ela tras para seus viajantes.

Além de Eustáquio e Jill, A Cadeira de Prata também trás um dos personagens mais queridos da saga: o Brejeiro. Brejeiro é um paulama extremamente pessimista, mas que trás um toque de comédia para o livro. Existe muita bondade neste homem e também muita confiança em Aslam, o que o torna como um dos favoritos.

"Uma palavrinha, dona - disse ele, mancando de dor -, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo - árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz."

Não há como dizer como me sinto sempre quando estou em certa parte que algum personagem vai para Nárnia, muito menos quando ele parte de lá. Sempre me emociono na hora da partida, como se tudo fosse um fim. Vamos dizer que A Cadeira de Prata tem um final que nos deixa muito triste, mas que também nos faz sorrir (assim como todos os outros volumes). Eu aprecio este dom de C.S. Lewis e, com certeza, sempre continuarei a reler seus fantásticos contos de ficção.


6 comentários:

  1. Amo As Crônicas de Nárnia, pra mim é uma das séries mais perfeita que existe!
    Parabéns pela resenha!

    Abraços, Gustavo
    http://blogjovensleitores.blogspot.com.br/

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    1. Hey, Gustavo!
      É sim, As Crônicas de Nárnia é apaixonantemente perfeito!

      =D7

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  2. Olá Vini, como vai?
    Nunca fui muito fã de Nárnia e os filmes não me encantam tanto, mas ultimamente tenho tido uma vontade imensa de ter o volume único para ler a coleção!

    Te indiquei em uma tag lá no blog...

    Abraço.
    www.blogopenbooks.blogspot.com.br

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    1. Eaí, Lipe! :-bd
      Leia sim que ficarei torcendo para você gostar tanto quanto eu. C.S. Lewis é o rei do mundo da magia, boa sorte na leitura!

      ;)

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  3. Nossa, o livro é óimo, eu adorei!! E no final, algo de novo, que não se passava por minha cabeça, acontece na terra de Aslam, que podemos comparar com o que imaginamos para nós mesmos, você sabe, mas quem não sabe, só lendo pra descobrir. rsrs

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    1. Isso aí! C.S. Lewis é nada mais que um gênio!
      :D

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :I :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

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