domingo, 23 de dezembro de 2012

Cipreste Triste por Agatha Christie

22224 

Título original: Sad Cypress

Autor (a): Agatha Christie

Ano de lançamento: 1940

Número de páginas: 204

Gênero: Romance Policial


À primeira vista, o amor parece ser a causa do assassinato de uma linda e atraente mulher. E todas as circunstâncias apontam como culpada uma outra jovem, igualmente encantadora, motivada em princípio pelo medo de perder o homem que ama. Mas nada costuma ser assim tão óbvio para o imbatível Hercule Poirot, que pões suas "células cinzentas" em ação para elucidar mais este caso - e mostra que, por trás de sua aparência de homem frio e racionalista, esconde-se um grande sentimental.

Cipreste Triste é mais uma ótima leitura da Rainha do Crime. O crime baseia-se na história de Elinor Katharine Carlisle que é acusada de homídio após a morte de Mary Gerrard. Todas as circunstâncias apontam para Elinor (e são muitas!) e nos parece óbvio, durante a leitura, que fora ela que cometera o crime. Óbvio para nós, mas não para o incrível detetive belga, Hercule Poirot, que, é claro, usa suas pequeninas células cinzentas para nos surpreender mais uma vez. Mesmo pensando que já estou familiarizado com os finais das tramas de Agatha Christie, ela sempre me deixa estupefato com todas as junções finais do mistério.

Os personagens dessa obra de Agatha Christie são muito naturais. Em Cipreste Triste encontramos Mary Gerrard - uma garota bondosa, afetuosa, inteligente, aparentemente sem inimigos, praticamente uma dama. Roddy Welman - um homem de amores em conflito com suas paixões - e Elinor Carlisle - a acusada que sente que perdera tudo na vida - estão também envolvidos na estória. Envolvidos em dois homídios. Acho eu que todos os personagens tiveram os desfechos que mereciam.

Uma grande qualidade do livro é de nos testar. Em que lado estamos no juri de acusação de Elinor, no lado da promotoria ou da defesa? Eu, particularmente, estava na sua defesa. Dizer qual lado Hercule Poirot estava é simplesmente impossível, porque o que interessa é a verdade, e é isso que o detetive busca sempre em seus casos. É incrível como ele consegue juntar todos os quebra-cabeças da trama e transforma-los em uma coisa simples.

O título do livro não tem tanta relação com a trama no seu inicio, mas logo vamos juntando pontos e entendendo cada vez mais. Agatha Christie inovou acrescentando trechos de juri durante o tribunal contra a réu e lá é onde o mistério vai se desenrolando e a verdade (tão amada por Hercule Poirot) se revela. Cipreste Triste me prendeu.

7 comentários:

  1. Agatha Christie é demais, ele consegue nos envolver de qualquer maneira.
    Achei a resenha sobre esse livro ótimo, como todo livro dela é, é difícil fazer uma resenha ruim também.

    Abração!

    livronasmaos.blogspot.com.br

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    1. É Markos. Ficamos fascinados com a maneira da autora de nos prender até a última página e sempre nos surpreendendo no final, é claro.

      Abraços!
      :)

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  2. Tem um selinho pra vocÊ no meu blog.
    ^^

    http://livronasmaos.blogspot.com.br/2012/12/novos-selos-do-blog.html

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    1. Vou repassar assim que possível, Markos.
      Obrigado por lembrar do blog!
      Abraços!
      :-bd

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  3. Agatha Christie é mestre, temos muito o que aprender e se entusiasmar com ela ainda \õ

    Abrç'z Parceiro e um Feliz Natal adiantado haha
    tenerdificando.blogspot.com.br

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    1. Belas verdades, Caíque!

      Feliz Natal pra você também, rsrs.
      Abraços parceiro!
      =D7

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  4. Comecei a ler esse livro hoje! Comprei numa banca de revista no centro daqui de Manaus.
    Amo Agatha Christie!

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